FÍGADO GORDUROSO (ESTEATOSE HEPÁTICA)

FÍGADO GORDUROSO (ESTEATOSE HEPÁTICA)

A esteatose hepática é o acúmulo excessivo de gordura no fígado. Este acúmulo é mais freqüente em mulheres entre 40 e 60 anos, com sobrepeso ou obesidade acompanhada de diabetes mellitus e aumento de colesterol e triglicérides no sangue. Porém pode acometer pessoas de ambos os sexos e em qualquer idade. A incidência varia de 60 a 90% dos obesos.

Devemos distinguir dois tipos de esteatose: aquela mais frequente ligada ao consumo de álcool e a menos frequentes que não depende da ingestão alcoólica, mas está relacionada à obesidade e ao diabetes.

Esta gordura aumenta conforme o peso do indivíduo e pode levar com o passar dos anos a uma inflamação no fígado em diversos graus. Em estágios mais avançados pode chegar a provocar cirrose. A esteatose é um resultado da deposição de triglicérides nas células hepáticas e tem relação importante com o aumento de insulina decorrente da obesidade.

Geralmente a maioria dos pacientes não apresenta sintomas por causa da esteatose hepática. Porém sintomas como desconforto na parte superior direita do abdome, fadiga e mal-estar podem estar presentes em muitas pessoas. O aumento do baço (esplenomegalia) pode ocorrer em estágios avançados da doença, quando a lesão leva a prejuízo da circulação hepática.

DIAGNÓSTICO

Para o diagnóstico da esteatose hepática fazemos a dosagem das enzimas hepáticas (TGO e TGP). Estas geralmente estão elevadas. As dosagens de fosfatase alcalina e gama GT (gamaglutamil transferase) podem estar aumentadas ocasionalmente. Também devemos realizar sorologia de hepatites virais B e C para afastar esta causa, como também o uso abusivo de álcool, pois estes também podem levar a inflamação hepática.              

Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ajudar a fazer o diagnóstico de esteatose hepática, mas não conseguem diferenciar qual a causa (gordurosa, viral ou alcoólica).

A biópsia de fígado é realizada nos casos em que já estejam ocorrendo alterações circulatórias dentro do fígado e para a diferenciação de causa da doença.

TRATAMENTO

Devemos fazer o tratamento com o objetivo de reduzir suas causas. O uso de drogas que possam ter efeito prejudicial ao fígado deve ser interrompido.  A perda de peso com normalização do peso corpóreo é importante para a redução substancial do acúmulo de gordura hepática e se acompanha de diminuição dos lipídios no sangue e da glicemia. Com estas medidas a evolução da doença é muito boa e a maioria dos pacientes não desenvolve insuficiência hepática ou cirrose.    

DR. SERGIO GOMEZ

CREMESP 83.880