Punção aspirativa de nódulo tireoidiano

A prevalência de nódulos tireoidianos na população adulta varia de 4 a 7% pela palpação chegando de 17 a 50% com a utilização da ultrassonografia. Por volta de 5% dos nódulos tireoidianos são malignos. Portanto, precisamos de um método diagnóstico para avaliação destes nódulos e assim evitar cirurgias desnecessárias. O melhor método existente para classificação de um nódulo em benigno ou maligno é a punção aspirativa com agulha fina.

A punção aspirativa guiada por ultrassonografia tem algumas vantagens em relação à punção guiada por palpação: permite a avaliação de nódulos não palpáveis, possibilita a escolha da região do nódulo a ser puncionada quando se trata de um nódulo misto e permite selecionar os nódulos com características ultrassonográficas suspeitas de malignidade em uma tireóide multinodular.

Método: Inicialmente, realiza-se o exame ultrassonográfico para caracterizar os nódulos e escolher o local da punção.

Como o próprio nome diz a agulha utilizada para realização do exame é fina, portanto, não há necessidade de anestesia. O que pode ser utilizado é um anestésico tópico na pele. O processo incomoda menos do que uma injeção intramuscular.

Introduz-se a agulha na pele e identifica-a no monitor de ultrassonografia. Insere-se paralelamente ao transdutor do aparelho, em direção ao nódulo a ser puncionado. Quando a ponta da agulha está no lugar desejado realiza-se pressão negativa na seringa e faz-se movimentos repetitivos discretos de vai e vem para obtenção do material. Se necessário, o procedimento é repetido até obtenção de material adequado para análise.

O “National Cancer Institute” dos Estados Unidos promoveu uma conferência multidisciplinar em 2007 a fim de se discutir a classificação das punções aspirativas de tireóide. O resultado dessa reunião foi a publicação do Sistema Bethesda para Laudos Citopatológicos de tireóide. Este sistema prevê a classificação das amostras em seis classes:

classe I – amostra não diagnóstica

classe II – benigno

classe III – atipia de significado indeterminado / lesão folicular de significado indeterminado

classe IV – suspeito de neoplasia folicular

classe V – suspeito de malignidade

classe VI – maligno

Classe I: material não suficiente para preencher os critérios de representatividade do parênquima tireoidiano. O procedimento deve ser refeito, porém, há possibilidade de o material ser insuficiente novamente.

Classe II: risco de malignidade de 0 a 3%.

Classe III: O termo indeterminado traduz uma incerteza se a lesão é maligna ou benigna e é resultado da limitação intrínseca do método citopatológico. Risco de malignidade entre 5 e 15%.

Classe IV: da mesma forma que na classe III, há a incerteza se a lesão é maligna ou benigna, porém, o risco de malignidade é maior, variando de 15 a 30%.

Classe V: Uma amostra é considerada suspeita de malignidade quando algumas características de malignidade estão presentes, mas os achados não são suficientes para um diagnóstico conclusivo. O risco de malignidade para esta categoria é de 60-75%.

Classe VI: todos os critérios para malignidade são preenchidos. O risco de malignidade nesta situação é de 97 a 99%.

Em qualquer das classes cabe ao médico decidir se faz opção pela cirurgia do nódulo.

Dr. Leonardo Tucci
Endocrinologista
CRM 104353

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